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FORA DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS, MORAES VAI AO STF E PROMETE PRONUNCIAMENTO EM MEIO À CRISE

O ministro Alexandre de Moraes fará um pronunciamento público nesta quinta-feira (10), às 11h, no Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a uma das maiores crises internas já enfrentadas pela Corte nos últimos anos. A manifestação ocorre poucas horas depois de o presidente do STF, ministro Edson Fachin, retirar Moraes da relatoria do chamado inquérito das fake news.

A decisão de Fachin colocou o próprio presidente do Supremo no comando do inquérito, aberto em 2019 e que durante anos esteve sob responsabilidade de Moraes. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira, a mudança busca preservar a segurança jurídica e reduzir os conflitos internos que se agravaram nos últimos dias.

A crise ganhou força após uma série de decisões envolvendo ministros do STF e o comando da Polícia Federal. Fachin também suspendeu decisões conflitantes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino relacionadas à direção da PF e determinou a permanência de Andrei Rodrigues no cargo.

Além disso, Fachin determinou que novas investigações envolvendo ministros do Supremo dependam de autorização da Presidência da Corte e marcou uma sessão plenária extraordinária para o dia 15 de setembro.

O pronunciamento de Moraes ocorre justamente neste cenário de forte pressão política e institucional. Até o momento, o ministro não antecipou o conteúdo de sua fala, o que aumentou a expectativa sobre o que será dito diante da recente mudança na condução do inquérito.

A retirada de Moraes da relatoria também provocou reação no meio político. Setores da oposição passaram a defender o arquivamento do inquérito das fake news e o fim do sigilo de investigações relacionadas ao caso.

O episódio coloca o STF no centro de uma crise que envolve não apenas a condução de investigações, mas também divergências entre os próprios ministros e questionamentos políticos sobre os limites de atuação da Corte.

O pronunciamento de Alexandre de Moraes está previsto para as 11h desta quinta-feira e deverá ser acompanhado de perto diante da tensão instalada no Supremo.

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